21 de set. de 2008
O Teatro Mágico
Sabe quando você conhece algo novo?
Sabe quando você encontra uma nova forma de usar a mesma coisa que usou a muito tempo de um jeito só?
Sabe quando você consegue se surpreender com algo que não é novo, mas que agora é, pois você aprendeu a subir na mesa? (É preciso usar a imaginação pra compreender esse ponto)
Tenho aprendido a ouvir música, a ler música...
Ah eu ouvi muita coisa já, vá parei pra analisar muitas poesias,
muitas métricas desajustadas, muitas letras desconexas, contraditas...
Mas nada é como estar aberto para simplesmente ouvir e gostar...
Então segue algumas dicas para aquelas pessoas que querem subir na mesa, ver o dia de uma nova perspectiva, subir e viver o dia como se fosse o último...
PRIMEIRO de tudo...
Lembre-se do seu CRIADOR, do CRISTO que morreu por você, por mim, pra garantir a nossa eternidade...
SEGUNDO....
Lembre-se que a vida é única e essa é sua única chance de fazer dela a melhor coisa que você pode!
TERCEIRO...
Ouça Teatro Mágico
http://www.oteatromagico.mus.br
Só pra você ficar um pouco curioso ou curiosa leia a letra dessa música...
O Anjo Mais Velho
"O dia mente a cor da noite
E o diamante a cor dos olhos
Os olhos mentem dia e noite a dor da gente"
Enquanto houver você do outro lado
Aqui do outro eu consigo me orientar
A cena repete a cena se inverte
enchendo a minha alma d'aquilo que outrora eu deixei de acreditar
tua palavra, tua história
tua verdade fazendo escola
e tua ausência fazendo silêncio em todo lugar
metade de mim agora é assim
de um lado a poesia, o verbo, a saudade
do outro a luta, a força e a coragem pra chegar no fim
e o fim é belo, incerto, depende de como você vê
o novo, o credo, a fé que você deposita em você e só
Só enquanto eu respirar/Vou me lembrar de você
18 de set. de 2008
17 de set. de 2008
Atualizado em 12 de setembro de 2008 às 10:46 | Publicado em 12 de setembro de 2008 às 10:38
por CONCEIÇÃO LEMES
Na edição de 20 de agosto a revista Veja publicou a reportagem O que estão ensinando a ele? De autoria de Monica Weinberg e Camila Pereira, ela foi baseada em pesquisa sobre qualidade do ensino no Brasil. Lá pelas tantas há o seguinte trecho:
"Muitos professores brasileiros se encantam com personagens que em classe mereceriam um tratamento mais crítico, como o guerrilheiro argentino Che Guevara, que na pesquisa aparece com 86% de citações positivas, 14% de neutras e zero, nenhum ponto negativo. Ou idolatram personagens arcanos sem contribuição efetiva à civilização ocidental, como o educador Paulo Freire, autor de um método de doutrinação esquerdista disfarçado de alfabetização. Entre os professores ouvidos na pesquisa, Freire goleia o físico teórico alemão Albert Einstein, talvez o maior gênio da história da humanidade. Paulo Freire 29 x 6 Einstein. Só isso já seria evidência suficiente de que se está diante de uma distorção gigantesca das prioridades educacionais dos senhores docentes, de uma deformação no espaço-tempo tão poderosa, que talvez ajude a explicar o fato de eles viverem no passado".
Curiosamente, entre os especialistas consultados está o filósofo Roberto Romano, professor da Unicamp. Ele é o autor de um artigo publicado na Folha, em 1990, cujo título é Ceausescu no Ibirapuera. Sem citar o Paulo Freire, ele fala do Paulo Freire. É uma tática de agredir sem assumir. Na época Paulo, era secretário de Educação da prefeita Luiza Erundina.
Diante disso a viúva de Paulo Freire, Nita, escreveu a seguinte carta de repúdio:
"Como educadora, historiadora, ex-professora da PUC e da Cátedra Paulo Freire e viúva do maior educador brasileiro PAULO FREIRE -- e um dos maiores de toda a história da humanidade --, quero registrar minha mais profunda indignação e repúdio ao tipo de jornalismo, que, a cada semana a revista VEJA oferece às pessoas ingênuas ou mal intencionadas de nosso país. Não a leio por princípio, mas ouço comentários sobre sua postura danosa através do jornalismo crítico. Não proclama sua opção em favor dos poderosos e endinheirados da direita, mas , camufladamente, age em nome do reacionarismo desta.
Esta vem sendo a constante desta revista desde longa data: enodoar pessoas as quais todos nós brasileiros deveríamos nos orgulhar. Paulo, que dedicou seus 75 anos de vida lutando por um Brasil melhor, mais bonito e mais justo, não é o único alvo deles. Nem esta é a primeira vez que o atacam. Quando da morte de meu marido, em 1997, o obituário da revista em questão não lamentou a sua morte, como fizeram todos os outros órgãos da imprensa escrita, falada e televisiva do mundo, apenas reproduziu parte de críticas anteriores a ele feitas.
A matéria publicada no n. 2074, de 20/08/08, conta, lamentavelmente com o apoio do filósofo Roberto Romano que escreve sobre ética, certamente em favor da ética do mercado, contra a ética da vida criada por Paulo. Esta não é, aliás, sua primeira investida sobre alguém que é conhecido no mundo por sua conduta ética verdadeiramente humanista.
Inadmissivelmente, a matéria é elaborada por duas mulheres, que, certamente para se sentirem e serem parceiras do “filósofo” e aceitas pelos neoliberais desvirtuam o papel do feminino na sociedade brasileira atual. Com linguagem grosseira, rasteira e irresponsável, elas se filiam à mesma linha de opção política do primeiro, falam em favor da ética do mercado, que tem como premissa miserabilizar os mais pobres e os mais fracos do mundo, embora para desgosto deles, estamos conseguindo, no Brasil, superar esse sonho macabro reacionário.
Superação realizada não só pela política federal de extinção da pobreza, mas , sobretudo pelo trabalho de meu marido – na qual esta política de distribuição da renda se baseou - que demonstrou ao mundo que todos e todas somos sujeitos da história e não apenas objeto dela. Nas 12 páginas, nas quais proliferam um civismo às avessas e a má apreensão da realidade, os participantes e as autoras da matéria dão continuidade às práticas autoritárias, fascistas, retrógradas da cata às bruxas dos anos 50 e da ótica de subversão encontrada em todo ato humanista no nefasto período da Ditadura Militar.
Para satisfazer parte da elite inescrupulosa e de uma classe média brasileira medíocre que tem a Veja como seu “Norte” e “Bíblia”, esta matéria revela quase tão somente temerem as idéias de um homem humilde, que conheceu a fome dos nordestinos, e que na sua altivez e dignidade restaurou a esperança no Brasil. Apavorada com o que Paulo plantou, com sacrifício e inteligência, a Veja quer torná-lo insignificante e os e as que a fazem vendendo a sua força de trabalho, pensam que podem a qualquer custo, eliminar do espaço escolar o que há de mais importante na educação das crianças, jovens e adultos: o pensar e a formação da cidadania de todas as pessoas de nosso país, independentemente de sua classe social, etnia, gênero, idade ou religião.
Querendo diminuí-lo e ofendê-lo, contraditoriamente a revista Veja nos dá o direito de concluir que os pais, alunos e educadores escutaram a voz de Paulo, a validando e praticando. Portanto, a sociedade brasileira está no caminho certo para a construção da autêntica democracia. Querendo diminuí-lo e ofendê-lo, contraditoriamente a revista Veja nos dá o direito de proclamar que Paulo Freire Vive!
São Paulo, 11 de setembro de 2008
Ana Maria Araújo Freire".
9 de set. de 2008
8 de set. de 2008
Conceito de Ciências
Ao iniciar um estudo primeiro pensamos o que já sabemos sobre o assunto, e foi dessa forma que aconteceu comigo. Ao ler a proposta da atividade da nova disciplina e me questionar sobre a pergunta pensei como uma pessoa leiga definiria ciências?
Acredito que poderia dizer que é uma disciplina que estuda plantas e animais na escola, estaria errado?Outra poderia dizer que é o que o cientista faz. Outra poderia simplesmente dizer que não sabe. Algumas pessoas já com um conhecimento mais elaborado dariam outros conceitos cheios de respaldo teórico e afirmariam saber o que é. E assim nesse misto de incertezas a cerca do assunto iniciei minha pesquisa: como definir ciências?
Primeiro procurei a definição no dicionário Larousse da editora Ática que define ciências como:
1.Conjunto organizado de conhecimentos relativos a determinada área do saber, caracterizado por metodologias especificas. 2. Saber, conhecimento. 3. Conhecimento que se obtêm através de leituras, de estudos; instrução, erudição. 4. Conhecimento prático usado para uma dada finalidade. // Ciências ocultas, ocultismo. // Ciências naturais, ciências que estudam os animais, os vegetais e os minerais, como a zoologia, a botânica e a mineralogia. // Ciências sociais, disciplinas que estudam a sociedade humana, sua cultura e evolução. (Larousse, 2001, p. 193)
Veja o que as pessoas diriam está contemplado na definição que acabamos de ler, mas esse conceito não satisfaz minha curiosidade, mesmo lendo aqui e no slide sugerido pela professora da disciplina ainda me pergunto, como posso definir algo que nem sei como começou? Resolvi então descobrir a História da Ciência.
Nas civilizações antigas a primeira a romper com o mito e desenvolver um conhecimento racional foram os Gregos no século VI a.C. de onde surgem os primeiros filósofos que na posteridade foram chamados de pré-socráticos, a principal preocupação aqui era estudar a natureza, queriam explicar todas as coisas. Alguns estudavam a astronomia e geometria, votando-se para questões teóricas. A atividade intelectual era valorizada.
Já na Idade Média percebesse grandes diferenças, mas é possível perceber uma continuidade do pensamento grego, que agora estão vinculadas ao interesse religioso. Nesse período a razão humana deveria se submeter ao testemunho da fé, o que acabou por restringir o pensamento humano, pois ao controlar o pensamento o que era pensado e produzido acabava virando fogo e se perdendo no tempo.
E o método científico surge então na Idade Moderna no século XVII, os acontecimentos que ocorreram nessa época como: emergência da nova classe burguesa, desenvolvimento da economia capitalista, Revolução Comercial, Renascimento das Artes, das letras e da filosofia, indicou o surgimento de um novo homem, que confia que na razão e no poder para transformar o mundo. Nesse contexto o racionalismo impera e o que vale é o pensamento desligado da religião baseado em investigação mediante demonstração. Não vale apenas a contemplação como os Gregos faziam.
Com esse breve resgate histórico pode-se perceber que não há como restringir o estudo, o pensar do homem, o quanto se perdeu de filosofia na Idade Média? Sim, muito, mas voltemos a definição de Ciências, agora com letra maiúscula, já estou compreendo melhor a grandeza dessa palavra.
Para continuar acrescento aqui um trecho do texto que está no slide indicado como leitura pela professora Leila, segundo ela Ciências é:
Estudo da natureza direcionado à descoberta da verdade. De acordo com o método científico, um processo de avaliar o conhecimento empírico. Ciência é hoje, uma atividade grupal dotada de objetivos bem definidos e condizentes com a adequação do homem a sua condição de ser social.
Sendo assim, poderia definir Ciência pela busca da verdade sobre fatos, sobre situações que se repetem. A Ciência busca alegar algo que antes era só um pensamento, ela pretende afirmar naquele momento sua verdade com base em fatos. Transformar mistérios em realidade.
REFERÊNCIAS
ARANHA, M.L.A.; MARTINS, M.H.P. Temas de Filosofia. São Paulo: Moderna, 1992. p.89-100.
Larousse Ática. Dicionário da língua portuguesa. São Paulo: Atica, 2001, 1047 p.
6 de set. de 2008
Soneto de Fidelidade
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
5 de set. de 2008
"Janela da Alma"
Tantas impressões tive desse documentário, que mais é uma poesia, se quiseres uma crítica ao filme procure no google. Aqui só quero registrar o que percebi com o que vi...
Não ver é ficar sem espaço para sonhar.
Não ver desconcerta.
Não ver mata.
Não ver é mais que cegueira.
Não ver é estar morto para o mundo
(Ei ver é diferente, aqui pelo menos, de enxergar, pois tem gente que enxerga mais não vê)
Segundo Manoel de Barros, as coisas que vemos aparecem de dentro das pessoas, o olho apenas enxerga, e é dentro da pessoa que a imaginação vê o mundo. Mas há uma cegueira generalizada, as pessoas estão vendo com os olhos dos outros, então elas estão vendo o mundo do outro!!!! Temos que ver com os olhos da mente, não podemos ver pelo outro.
Sendo assim, penso em meu fazer como professora, como é deixar o aluno ver o mundo com sua mente, como é deixar de lado minhas impressões do mundo?
Acho que isso é impossível, afinal, sou formadora, educadora, tenho minha idéia de mundo.
Mas o que esse filme me fez pensar, foi que meu aluno precisa que eu o veja com meus próprios olhos, sem meus preconceitos. Preciso vê-lo como gente, como ser que também vê, (com a mente).